Nas terras secas ergue-se o mito,
Teimosia que só quer ainda repetir.
"Pensa o Céu" preso em ânsia de ir,
Caio sem ver meu próprio precipício.
O Senhor em glória verte seu rosto
Aos perdidos, té a mim, desgraçado,
Que consome em fúria o pão sagrado,
E o hálito profano expõe o q'escondo,
Sei que nudez seria salvação,
Deixar o vício, o enxofre e a ilusão.
Mas me falto ar, e em vontades fico
Senhor! Poderei em tua chama arder,
No desejo de vitória perecer,
Da areia movediça ao Trono rico?
Comiserado, por eu mal traído,
Na miséria abraço fantasia
Que estes livros de carmim dariam
Sabedoria, se houvesse lhes dado vida.
Vede esta loucura de um covarde
Que no mesmo pecado sempre cai,
Se o livro manda cingir espada
Sob a coxa, seu esplendor recai
Insisto fingir nesta roda atroz,
De véu aberto tento omitir voz.
Sonho em vanguarda ser! Quem engano?
Cuspo nesta vinha, maldigo esta fronte
Orgulhosa de sonhos cavaleiros.
Ó Senhor! Consuma-me inteiro,
Só assim torno-me real, vivente,
Não mais figura que apenas se move.
Cerca-me com teu ardor clemente...
...Faz-me arder em Tua Valentia forte.
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